Como Manter os Padrões de Qualidade do Ar em Clínicas e Outros Ambientes Hospitalares?
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Como Manter os Padrões de Qualidade do Ar em Clínicas e Outros Ambientes Hospitalares?

Vírus e bactérias podem se propagar pelas correntes de ar durante uma tosse, espirro, procedimento de broncoscopia, aspiração de secreção e por gotículas eliminadas pela saliva durante uma conversa. Além disso, os micróbios e fungos ainda podem ser transportados por luvas, sapatos, roupas, instrumentos cirúrgicos e pelo sistema interno de ventilação.

Por isso, toda atenção e cuidados são necessários. O recomendado é que profissionais da área da saúde sigam regras rigorosas de limpeza, higiene e mantenham padrões de qualidade do ar para prevenir e evitar contaminações.

Como sua clínica, hospital ou consultório está fazendo isso? Continue a leitura para conferir se sua equipe está agindo da melhor forma.

Padrões de qualidade do ar

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar de interiores é responsável por 2,7% dos casos de doenças no mundo. As populações mais vulneráveis são crianças, idosos e pessoas que possuem doenças respiratórias.

Mas como isso atinge as unidades de saúde? Ter um padrão de qualidade do ar eficiente contribui diretamente para a recuperação mais rápida de pacientes e na diminuição de infecções hospitalares.

No Brasil, a resolução RE nº 9, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece padrões de referência para a qualidade do ar interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo. Veja os pontos de destaque:

O valor máximo recomendável para contaminação microbiológica: deve ser ≤ 750 ufc/m³ de fungos, para a relação I/E ≤ 1,5, onde I é a quantidade de fungos no ambiente interior e E é a quantidade de fungos no ambiente exterior.

Os valores máximos recomendáveis para contaminação química: ≤ 1000 ppm de dióxido de carbono (CO²) e ≤ 80μ g/m³ de aerodispersoides totais no ar – indicando grau de pureza do ar e limpeza do ambiente climatizado.

Operação das temperaturas de bulbo seco: no verão, deverá variar de 23 °C a 26 °C. A faixa máxima de operação deverá variar de 26,5ºC a 27 ºC. Já em condições internas de inverno, o recomendado é a variação entre 20ºC e 22°C.

Taxa de Renovação do Ar adequada de ambientes climatizados: no mínimo de 27 m³/hora/pessoa, exceto no caso específico de ambientes com alta rotatividade de pessoas, que deve ser de 17 m³ /hora/pessoa.

Mantenha o padrão de qualidade do ar com uso de purificadores

Os purificadores são um excelente recurso para manter o ar limpo. Desenvolvidos com a mais alta tecnologia de purificação, capturam partículas e proteínas do tamanho de 0,3 mícron. Os aparelhos possuem sistema para remover fragmentos inaláveis, auxiliando no combate a vírus, fungos, bactérias, odores e outros tipos de micropartículas indesejáveis.

Os purificadores TruSens, uma das marcas mais conhecidas do mundo, são projetados para capturar partículas microscópicas, alérgenos, componentes orgânicos voláteis e gases odoríferos. Os aparelhos possuem quatro tipos de filtragem:

  • pré-Filtro lavável: captura partículas maiores, como poeira e pelos.
    Carvão ativado: neutraliza gases e odores do ar – Componentes Orgânicos Voláteis (VOCs);
  • filtro HEPA: retém micro-organismos, partículas inaláveis e outros alérgenos de até 0,3 mícron;
  • esterilização com lâmpada ultravioleta: inativa a matéria viva retida na superfície do filtro.

Recomendações gerais

Além de contar com a ajuda de um purificador, o sistema de climatização também deve passar por limpeza periódica, pois pode esconder agentes infecciosos em dutos, filtros e outros componentes. Para garantir a manutenção correta, é importante seguir as normas de qualidade exigidas pela Portaria 3523/1998, do Ministério da Saúde:

  • manter limpeza frequente de bandejas, serpentinas, umidificadores, ventiladores e dutos para evitar a difusão ou multiplicação de agentes nocivos à saúde humana e conservar a boa qualidade do ar interno;
  • utilizar produtos biodegradáveis devidamente registrados no Ministério da Saúde para limpeza desses equipamentos;
  • verificar periodicamente as condições física dos filtros e trocá-los quando necessário;
  • restringir a utilização do compartimento onde está instalada a caixa de mistura do ar de retorno e ar de renovação;
  • preservar a captação de ar externo livre de possíveis fontes poluentes e dotá-la no mínimo de filtro classe G1;
  • descartar as sujidades sólidas, retiradas do sistema de climatização após a limpeza e acondicioná-las em sacos de material resistente para evitar o espalhamento de partículas inaláveis.

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